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O adenoma é uma lesão benigna que pode evoluir para câncer colorretal se não for identificada e tratada precocemente

Nem todo pólipo no intestino é sinônimo de câncer, mas todo cuidado é pouco, principalmente quando falamos de adenomas de cólon. Essas pequenas lesões, na maioria das vezes silenciosas, podem parecer inofensivas, mas carregam um potencial de transformação maligna com o passar dos anos.

A boa notícia é que, com exames regulares e acompanhamento médico, é possível identificá-las cedo e evitar que se tornem um problema maior.

O que é adenoma de cólon?

O adenoma de cólon é um tipo específico de pólipo, uma saliência ou “carocinho” que se forma na parte interna do intestino grosso. Ele se origina das glândulas da mucosa intestinal e ainda é considerado uma lesão benigna.

No entanto, o que torna o adenoma importante do ponto de vista médico é que ele pode evoluir para um câncer colorretal se não for removido a tempo. Ou seja, é considerado uma lesão precursora do câncer.

Por isso, ao detectar um adenoma, o ideal é tratá-lo através da sua remoção o quanto antes, mesmo que ele ainda não tenha causado sintomas.

Tipos de adenoma de cólon

Nem todo adenoma é igual. De forma simplificada, a medicina classifica essas lesões em 2 grandes grupos: as lesões serrilhadas e os adenomas tubulares/vilosos. Essa classificação ajuda a entender o risco que cada tipo oferece.

Adenomas tubulares/vilosos

Os adenomas tubulares são o tipo mais comum. Costumam ter um formato arredondado e liso, como uma verruga. Em geral, apresentam baixo risco de transformação em câncer, especialmente quando são pequenos (menores que 10 mm).

Os adenomas vilosos tendem a ser lesões com uma aparência mais alongada e “aveludada”, com projeções que lembram pequenos dedos. É o tipo que exige mais atenção, pois o seu risco de se tornar maligno é maior, principalmente quando cresce mais de 1 ou 2 centímetros.

Os adenomas túbulo-vilosos são lesões intermediárias entre esses 2 subtipos.

Adenomas serrilhados

Os adenomas serrilhados (que incluem adenoma serrilhado tradicional e adenoma serrilhado séssil) são lesões mais tênues, discretas e que acarretam risco mais elevado de transformação maligna em relação aos adenomas tubulares/vilosos. Além disso, por serem lesões mais discretas, têm mais risco de não serem identificadas no exame de colonoscopia. Isso enfatiza a importância de realizar o exame de colonoscopia com um médico capacitado e experiente, com boas condições de preparo, o que permite a identificação e a remoção dessas lesões.

Causas do adenoma de cólon

Não existe uma única causa responsável pelo surgimento de adenomas, mas sim uma combinação de fatores que podem aumentar o risco de alguém desenvolvê-los ao longo da vida.

Entre os principais estão:

  • Envelhecimento: a idade é um dos fatores mais importantes, quanto mais tempo de vida, maior a chance de alterações celulares no cólon;
  • Histórico familiar: quem tem parentes próximos que já tiveram pólipos ou câncer no intestino deve redobrar a atenção;
  • Alimentação pobre em fibras e rica em gorduras: o intestino gosta de fibras e vegetais. Dietas muito baseadas em carne vermelha e alimentos processados favorecem o aparecimento de lesões;
  • Sedentarismo: a falta de movimento também impacta a saúde intestinal;
  • Tabagismo e álcool: o uso frequente de cigarro e bebidas alcoólicas está associado a diversos problemas, inclusive ao surgimento de adenomas;
  • Sexo: estudos sugerem que o sexo masculino seja um discreto fator de risco para adenoma de cólon;
  • Obesidade.

Sintomas do adenoma de cólon

Uma das maiores armadilhas dos adenomas de cólon é que, na maioria das vezes, eles não causam nenhum sintoma. Ou seja, podem estar ali, crescendo silenciosamente, sem dar sinal algum.

Por isso, exames preventivos são tão importantes, especialmente a partir dos 45 anos, ou antes se houver histórico familiar.

Quando há sintomas, eles podem incluir:

  • Presença de sangue nas fezes (vermelho vivo ou escurecido);
  • Alterações persistentes no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Sensação de que o intestino não esvazia completamente;
  • Em casos mais raros, perda de peso ou anemia sem causa aparente.

Como é feito o diagnóstico do adenoma de cólon?

O principal exame para detectar os adenomas é a colonoscopia. Trata-se de um procedimento que permite visualizar o interior do cólon por meio de uma câmera acoplada a um tubo fino e flexível.

Se houver pólipos, o médico pode retirá-los ali mesmo para análise (biópsia). O exame é seguro, feito com sedação e dura, em média, 20 a 30 minutos.

Outros exames complementares podem ser:

  • Exame de sangue oculto nas fezes, que pode indicar sangramentos internos;
  • Sigmoidoscopia, que avalia parte do cólon;
  • Enterotomografia com preparo, em casos específicos.

É importante enfatizar que apenas os exames endoscópicos (colonoscopia e retossigmoidoscopia) são capazes de detectar e remover os adenomas.

Tratamento para adenoma de cólon

A melhor forma de tratar um adenoma é removê-lo. E, felizmente, na maioria dos casos, isso é possível durante a própria colonoscopia por meio de uma técnica chamada polipectomia. Lesões maiores podem necessitar de mucosectomia.

Após a remoção, o paciente deve continuar fazendo exames de controle de tempos em tempos, para garantir que não surjam novos pólipos.

Relação entre adenoma de cólon e câncer

Embora o adenoma seja uma lesão benigna, ele pode se transformar em câncer colorretal com o passar dos anos.

Esse processo não acontece de um dia para o outro, o que dá tempo suficiente para agir, desde que o diagnóstico seja feito cedo.

Por isso, a colonoscopia preventiva é uma ferramenta poderosa: ela permite interromper esse ciclo antes que o problema vire um tumor maligno.

Qual profissional devo procurar?

O especialista mais indicado para acompanhar casos de adenoma de cólon é o endoscopista. Ele pode pedir exames, realizar a colonoscopia e orientar sobre o tratamento mais adequado. Outros especialistas que também podem realizar o exame são os gastroenterologistas e os coloproctologistas.

O mais importante é não deixar para depois. Quanto mais cedo o adenoma for identificado e removido, menores são os riscos e maior é a tranquilidade.

 

Fontes:

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva

American Cancer Society

National Library of Medicine